Não é fantástico sermos chamados, como Igreja, de "a plenitude dAquele que cumpre tudo em todos"?
Estive caminhando com o Senhor, hoje, não em sentido figurado, mas literalmente, andando lentamente na calçada e ocupando-me em estar com Ele, falar com Ele, amá-lO. Eu tinha uma pergunta e o meu Amado Senhor tem todas as respostas. E quis compartilhar algumas delas comigo... Ai de mim...
Bem, perguntei ao meu Amado se quando sinto dores e fico abatida eu O desonro e entristeço. Se quando choro por dentro ou por fora, minhas lágrimas me reprovam diante dEle.
Já há algum tempo tenho entendido que o Senhor conhece todas as minhas lágrimas. Ele me sabe. Não me furto a chorar. E nunca choro sozinha. Ele me conhece, conhece as lágrimas que molham meu rosto e conhece aquelas que escorrem por dentro de mim, quando me deparo com tristezas. Da vida.
E, hoje, o Senhor foi claro em lembrar-me de que o Seu poder Se aperfeiçoa nas fraquezas, de modo que devo, como Paulo, ter prazer nas minhas fraquezas, pois elas são receptáculos para que a Graça do Senhor, que me basta, revele perfeito o poder de Deus em mim. É bem verdade que, se eu fosse suficiente em mim mesma e forte em minhas próprias forças, certamente, eu prescindiria do poder de Deus. Que o Senhor me livre da minha própria força e ostentação!
E Ele me levou a Elias e me fez repassar mentalmente a sua história. Profeta, poderoso em obras, Elias chegou a derrotar 800 falsos profetas de uma vez, para, em seguida, mergulhar numa profunda depressão. Quem se move no ofício profético sabe que não foi à toa que Jeremias chorou tanto. E não vai julgar Elias por se entristecer tão profundamente. Pois o próprio Deus procurou socorrê-lo, alimentá-lo, consolá-lo, fortalecê-lo e pô-lo novamente a postos, novamente a caminho. E, quando viu que o Seu profeta não encontrava forças para reagir e cumprir Sua missão, deu-lhe o sucessor, a quem transferiu a missão e a porção dobrada da unção que estava sobre ele. Veja como Elias era grande dentro do Senhor: Deus mandou buscá-lo em um carro de fogo, mesmo estando o profeta deprimido e à beira de transgredir a vontade do Senhor. Mesmo assim, a Graça do Pai o amou e protegeu e levou-o para Si. E quis que, ao longo dos séculos, outros importantes Homens viessem a se mover no espírito e poder de Elias.
Mas, que poder? Qual era o poder de Elias?
Certamente, haverá quem comece a citar os grandes feitos do profeta, para exaltar seu poder. Mas, hoje, o Senhor me mostrou que o poder de Elias foi o mesmo que o fez grande dentro de Deus: o amor que sentia pelo Senhor e o Seu Reino, que o faziam mover-se intimamente conectado com o Espírito do Senhor, arriscando-se tanto em produzir grandes frutos sobrenaturais, como em chorar e pedir socorro num momento de extrema fraqueza. Elias não foi apenas poderoso em obras, muito mais que isso, ele experimentou o poder de Deus Se aperfeiçoando em sua fraqueza. E desta consciência dependente do Pai é que nasceram os feitos sobrenaturalmente poderosos.
Fraquezas, sob a ótica do Senhor, não são pecados. Aqueles que não temem a Deus é que usam o termo fraqueza como sinônimo de pecado e afirmam que Deus os perdoará e ainda se mostrará forte nos seus... pecados. Contra-senso. Não quero experimentar o tipo de poder de Deus que se mostraria forte com base em pecados que eu insistisse em cultivar... Eu, não! Prefiro Sua misericórdia, que Se renova a cada manhã, e me oferece o perdão, por causa de Jesus, sempre que me arrependo de haver transgredido Sua vontade...
Fraquezas, sob a ótica do Senhor, são limitações. Limitações que, por vezes, impedem-nos de manifestar plenamente o quanto nosso espírito está ou poderia estar determinado, diligente e disciplinado em cumprir sua parte no Propósito Eterno de Deus na Terra. Quem quiser pecar, peque por conta própria. Não tente explicar que deve se alegrar em seus pecados, nem que Deus se mostrará poderoso por causa dos seus pecados. Antes, gloriem-se, folguem, alegrem-se os filhos do Reino em saber-se limitados, em achar-se afrontados, perseguidos, necessitados, angustiados por amor de Cristo! Pois a Graça dEle nos basta e é em todas estas coisas que somos mais que vencedores...
E eu, aqui, caminhando lentamente na calçada, não sou digna de que o Pai me queira tanto para si como quis a Elias. Mas, sei que Sua proteção sobre mim é grande e não abro mão de ser útil ao Seu Reino. Não abro mão de dar prazer ao Pai, como Jesus. Como Enoque, que nem foi homem de grandes feitos relatados. Mas foi precioso para o Senhor, e sua proximidade com Ele, certamente, imprimiu neste simples e limitado homem o caráter de Cristo, ao ponto em que foi tomado para o Pai em vida. Não abro mão de ser preciosa para Deus e, em vida, fazer Sua vontade perfeita acontecer aqui, na Terra, como no céu, pois é isso o que o Pai espera de mim! Para ser grande dentro do Pai, preciso aprender a andar com Ele, como Enoque, e a depender totalmente da Graça do Senhor, como Elias. Preciso acreditar no Propósito Eterno de Deus, como Jesus. E por isso, dar-me, em vida. Quero que o Senhor venha beber minha vida, como se eu fosse uma deliciosa garapa, bem gelada, e que Ele possa sorver cada gole com prazer, em quaisquer circunstâncias em que eu venha a me encontrar. Como quero!
Já sei que não faltarão perseguições aos que querem viver pela fé em Jesus e andar no espírito, no seu espírito, que vive em simbiose com o Espírito do Senhor. O Senhor me lembrou disso, também: o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. E, mais uma vez, para quem está vivendo na consciência de manifestar o Cristo, carne fraca não é e não pode ser sinônimo de pecado. Jesus não quis dizer que devemos vigiar, porque, do contrário, pecaremos. Jesus venceu o pecado e Seus filhos o vencerão com suas escolhas, por causa dEle em nós. Carne fraca fala de posicionamento. Posicionamento do corpo e da alma, que devem andar no espírito, no seu próprio espírito, que vive em simbiose com o Espírito do Senhor.
Pense assim: quando meu espírito reconheceu a Jesus e foi resgatado, eu vi o Reino e meu espírito despertou. Vi e entrei no Reino e meu espírito se posicionou e está forte. Se eu andar no espírito, não satisfarei as exigências do corpo e da alma. O corpo não está posicionado; ao contrário, está sempre querendo ficar cansado ou descansando, esforçar-se demais ou permanecer acomodado, satisfazer seus instintos, ficar doente, dormir demais... A alma não está posicionada; ao contrário, seu processo será longo e, até lá, na maioria das vezes, encontrarei lama na alma... É quanto a isso que tenho que vigiar. Porque o espírito está posicionado, mas o corpo e a alma, não. Se quero ser achada em pé pelo Senhor e em fileiras, com o Exército do Dia do Senhor, que preparará a Sua volta, para estabelecer o Reino na Terra, preciso permanecer POSICIONADA. Mesmo que o corpo proteste, mesmo que a alma esmoreça. Afinal, sou um espírito que habita num corpo e possui uma alma.
Uma vez que eu me mantenha POSICIONADA em meu compromisso de trazer o Reino de Deus do céu para a Terra, minhas lágrimas ou cólicas não ofenderão ao Senhor, mas serão oportunidade de que Sua Graça aperfeiçoe Seu poder em minha fraqueza. E eu vou me gloriar nas fraquezas e a Glória será mesmo dEle. E será assim que conseguirei ir, de glória em glória, porque estou indo de fé em fé. E será assim que compreenderei que qualquer tribulação pode ser considerada leve e momentânea quando comparada com o tamanho da Glória Eterna que está sendo produzida em mim, enquanto me reconheço fraca e recorro Àquele que é o Poder e que me ama e, mesmo assim, tão fraca, me chama, com a Igreja, de "a plenitude dAquele que cumpre tudo em todos". Isso é, mesmo, fantástico!
Jackeline Sarah
25/09/2012

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