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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pais maduros e filhos rebeldes

Acreditamos que, nesta época em que vivemos, o sétimo dia de Deus, os corações dos pais se converterão aos filhos  os corações dos filhos se converterão aos pais. Cremos que Deus está formando pais maduros pra gerar filhos maduros. Sabemos que os filhos maduros é que vão libertar a criação. Temos entendido que os sacerdotes convertidos em pais formarão filhos maduros, até mesmo dos rebeldes...

Certamente, uma pergunta cabe aqui: como é que os sacerdotes, por mais convertidos em pais que estejam, conseguirão formar filhos maduros até mesmo dos rebeldes?

Filhos rebeldes sempre há. Vocês devem saber, pequenos sinais de rebeldia acontecem ainda enquanto os filhos estão com os pais, na casa paterna. Questionamentos inadequados, feitos de forma desrespeitosa, são como portas batidas por adolescentes. Posturas contrárias às orientações dos pais, murmurações que persistem, ironia, corações se endurecendo e tudo isso pode levar à porfia, estágio crítico da rebeldia.

Porfia significa teima obstinada, disputa contumaz, pertinaz... É quando o filho está fechando seu coração para seus pais e, mesmo que esteja fisicamente na casa paterna, está decidido a virar às costas à paternidade. É uma obra declaradamente da carne (corpo + alma) e está na lista de Gl 5:19-21, no mesmo nível do adultério, da idolatria, da feitiçaria, do homicídios e outras obras semelhantes a estas, sobre as quais o apóstolo declarou repetidamente que quem as pratica não herdará o Reino de Deus.

É verdade que todos estamos sujeitos à ciladas de nossa carne e, se não vigiarmos, podemos praticar quaisquer daquela obras listadas. Mas, falando sobre a porfia, um detalhe importante é que porfia nunca será o nome de uma atitude involuntária, de um filho que apenas se distraiu, pecou e se arrependeu. Porfia tem a força da perseverança. Quem pratica porfia, é persistente e obstinado em teimar e se recusa a ser disciplinado e formado. E estes, não herdarão o Reino de Deus. Pois quem vai libertar a criação são os filhos maduros, que foram formados, forjados em meio aos espinhos, fundamentados com a Verdade, pra ser Casa de Deus restaurada. Estes, sim, serão ferramentas que o Pai vai usar para restaurar toda a Terra, para que o Reino seja estabelecido e Deus mesmo possa governar a Terra, com Seu Filho, Jesus, e Seus filhos assentados sobre os montes. Será, então, que os reinos do mundo serão do Senhor e do Seu Cristo e Ele reinará para sempre!

Até lá, filhos rebeldes surgirão em meio aos filhos em formação. Enquanto não deixarem a casa paterna,  sua paternidade poderá agir diretamente em sua vida, com a Graça e a sabedoria que encontrará no Senhor.
Mas, quando os filhos rebeldes, em sua porfia, fizerem suas malas e fecharem as portas atrás de si, querendo viver por conta própria, como é que os pais maduros poderão formá-los?

Penso que este deve ser um ponto de reflexão para os pais que Deus está formando para que amadureçam e gerem filhos maduros: a porfia não agrada a Deus e não dará bons frutos, nem com relação aos pais biológicos, nem quanto aos pais espirituais e, muito menos, quando direcionada a Deus. Quem pratica porfia não herdará o Reino de Deus.

Compreendemos que os filhos maduros não deixarão suas casas paternas inadvertida e inconsequentemente. Assim como o vínculo de paternidade biológica é impossível de ser rompido, já que, no DNA, cada um carrega seus pais biológicos em si mesmo, da mesma forma, a paternidade espiritual, também, não pode ser rompida a nosso bel-prazer. Salvo equívocos e precipitações que serão mostrados aos pretensos pais e filhos pelo próprio Senhor, quando um filho encontra seu pai espiritual, eles se reconhecem, pois têm o mesmo DNA. Os pais que assim se reconhecerem nos filhos espirituais jamais deverão pensar em desistir deles, pois seria como condenar à morte uma parte de si mesmo. E os filhos que assim se reconhecerem nos pais espirituais, jamais deverão pensar em romper com seus pais, pois seria como querer arrancar o próprio código DNA de dentro de seu espírito. 

Deus fala sobre os filhos aos pais espirituais, Deus honra os filhos que honram seus pais espirituais. E isso, também, está bem mostrado no relacionamento entre pais biológicos e seus filhos. Por isso, os filhos maduros não deixarão suas casas paternas. Ainda que cresçam e amadureçam e até mesmo quando forem enviados por seus pais, para cumprirem sua parte no Propósito Eterno de Deus: não é preciso romper com a paternidade espiritual para isso! Na verdade, os pais maduros exultarão em enviar seus filhos para serem maiores que eles, para entrarem em lugares onde eles não foram, para que perseverem e se tornem, eles mesmos, pais de uma próxima geração que persevere em cumprir o Propósito Eterno de Deus. Será para isso que se esforçarão, sempre, para pôr em ordem uma casa para Deus. Certamente, o relacionamento entre pais espirituais e seus filhos enviados estará em um novo nível, onde os pais já não precisarão orientar cada passo dos filhos, mas continuarão a influenciá-los com suas vidas, enquanto oram e se dispõem a auxiliá-los e alertá-los em tudo o que for necessário, num vínculo de amor e respeito recíprocos. Afinal, são pais maduros que nunca desistirão dos seus filhos.

Já os filhos rebeldes, mais dia, menos dia, deixarão suas casas paternas. O que não libera os pais maduros para desistir dos seus filhos. Olharmos para a figura do pai do filho pródigo e do filho mais velho, na parábola contada por Jesus, certamente, há de ajudar-nos a entender a postura do pai maduro, com relação ao filho rebelde que se vai.

Por mais difícil que seja, os pais maduros que virem seus filhos rebeldes partirem, saberão que não adiantará correr atrás deles e continuar suprí-los e protegê-los, como se estivessem de coração na casa paterna. Quando a porfia se instala, o filho rebelde precisa viver a vida por sua própria conta, ainda que perca tudo, ainda que passe fome, ainda que se decepcione com as pessoas e a vida. Queira Deus que todos eles se enxerguem, enxerguem o amor de seus pais e retornem!

Mas, até que retornem ou mesmo que nunca retornem, os pais maduros continuarão a administrar os negócios do Reino, continuarão a formar seus outros filhos, perseverarão com determinação em fazer o que devem fazer. Ainda que o coração doa e os leve, todas as noites, para a varanda, a espreitar se os filhos rebeldes estão voltando. Ainda que o amor os leve a chorar e orar diante de Deus, os pais maduros não se deixarão paralisar pela partida dos filhos. 

É verdade, esses pais nunca desistirão de seus filhos. Seu posicionamento com relação ao Reino de Deus, a fidelidade em cumprir seu chamado, a generosidade em socorrer filhos de outros pais enquanto seus próprios filhos lhes fecharam as portas de suas vidas, coisas como estas serão, certamente, vistas pelo Pai. E, de tudo que eles fizerem, certamente subirá como incenso diante do Trono de Deus uma oração por seus filhos. Rebeldes, mas filhos.

Pais, nunca desistam de seus filhos! Filhos, nunca deixem suas casas paternas! Pais e filhos: Vocês, juntos, são ferramentas que o Pai via usar pra restaurar toda Terra! Que este seja um tempo de rever nossos conceitos, um tempo de reconciliação entre pais e filhos, um tempo em que seus corações se convertam uns aos outros. Tudo isso se aplica a pais e filhos biológicos e, especialmente neste tempo em que Deus está levantando a Igreja de pais e filhos, isso se aplica genuinamente aos pais e filhos espirituais.

Jackeline Sarah

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Presos à Geladeira

Precisamos compreender que as circunstâncias ao nosso redor, nossas próprias limitações e as ofertas maliciosas do império das trevas cumprirão muito adequadamente a função de nos distrair do essencial, bastando apenas que demos a elas o nosso olhar.

Como filhos de Deus, sabemos que temos um alvo a atingir. Sabemos? Deveríamos saber. E este Alvo pode ser expresso de várias maneiras, mas sempre nos levará ao mesmo lugar: precisamos ser o que o Pai sonhou que seremos, precisamos voltar à Origem, para cumprir o Propósito Eterno de Deus!

Parece impossível atingir este alvo? Sim, parece. E seria impossível para qualquer um de nós, se Deus não nos tivesse dado, em Jesus, acesso a Si mesmo, ao Seu Reino e às condições de que precisamos para nos tornarmos como Jesus, o Filho que dá muito prazer ao Pai.

Quem dera pudéssemos compreender que Deus não quis apenas amenizar nosso sofrimento nesta Terra e que, de maneira alguma, quis unicamente nos proporcionar descanso eterno longe desta árdua realidade em que vivemos. Sofrimento e vida árdua tem feito parte da existência humana como consequência da escolha errada que fizemos como humanidade. E, segundo a lei da colheita, as consequências daninhas ainda darão seus frutos, até que muitas plantações de escolhas certas forem sendo feitas, safra após safra, e seus frutos se tornem maiores, mais fortes e mais abundantes que as ervas daninhas. 

Fato é que não poderíamos sequer desejar plantar escolhas certas, por conta própria. Nisso, dependíamos totalmente do favor de Deus. E, em Jesus, o favor de Deus Se manifestou a nosso favor, para que possamos cumprir o propósito eterno de Deus! E o cumpriremos, se conseguirmos nos desintoxicar de tudo o que o sistema anticristo já imprimiu em nós, através da religião, e não menos através das outras áreas de influência, que ainda estão sob o domínio do império das trevas.

Precisamos compreender que o que opera ao nosso redor é o sistema anticristo, cujo objetivo é nos impedir de atingirmos a mesma estatura que Jesus atingiu, porque esta é única maneira pela qual teremos êxito na expansão do Reino de Deus, para que Seu Governo possa ser estabelecido em toda a Terra. Se não crescermos e não manifestarmos o Cristo, o império das trevas continuará  a governar a Terra, nossa herança.

Este não é o propósito eterno de Deus. Mas, as circunstâncias ao nosso redor, as nossas próprias limitações e as ofertas maliciosas do império das trevas sempre querem nos mostrar que não conseguiremos, não seremos capazes de amadurecer; que, apesar de Jesus ter nascido, vivido e morrido como Homem, para nos resgatar das mãos do império das trevas, a fim que nós-nEle possamos resgatar a Terra daquelas malditas mãos, e apesar da vitória que Jesus conquistou sobre a morte, o pecado e o mundo, querem nos fazer crer que nós não conseguiremos vencer, nem nEle...!

Outras vezes, o esforço anticristo sequer é para nos convencer disso, mas para nos manter ocupados em buscar soluções para nossos problemas e dilemas pessoais, de tal forma que, mesmo acreditando que estamos caminhando rumo ao Alvo, permaneceremos dando volta em torno dos montes que nos mantêm presos, como imãs à geladeira...


Deus não nos quer presos à geladeira. 

Se Você quer crescer até o tamanho espiritual de Jesus; se Você anseia manifestar o Cristo, com a Igreja, nesta geração; se Você deseja dar muito prazer ao Pai; se Você suspira por refletir a Glória de Deus pra que todos O admirem em Você; se Você aspira participar da expansão do Reino de Deus pela Terra; e, sobretudo, se seu querer se traduz em compromisso real com tudo isso, então, deixe morrer tudo em Você e ao seu redor que possa separá-lo de alcançar seu ideal e caminhe, com determinação, diligência e disciplina, rumo ao Alvo. Ficarmos parecidos com aquilo que Deus sonhou não é, certamente, algo facilmente alcançado. Estamos muito longe do que deveríamos ser. Mas, vale a pena corresponder com o Senhor nisso. Seja qual for o custo, o benefício será infinitamente maior! Você é livre para fazer suas escolhas, mas nunca se esqueça de ter o Reino de Deus e Sua Justiça como PRIMAZIA ao fazê-las. Deixe a Glória de Deus ser admirada em Você!

Se Você não quer nada disso que mencionei, apenas pretende usufruir dos benefícios imediatos da fé em Jesus, apenas busca alívio, saúde, prosperidade, um relacionamento, amigos, status, fama, poder e coisas assim... Ou se Você diz que quer tudo o que mencionei, mas não está disposto a corresponder com o Senhor no processo de formação do caráter do Cristo em Você, porque custa muito, assuma que, realmente, não quer... Em ambos os casos, prossiga sua vida, amolde-se à sua geladeira e deixe que aqueles que estão realmente dispostos paguem o preço. Nós o faremos, com a ajuda do Senhor Espírito Santo e dentro dos Seus moldes, porque sabemos que o PRÊMIO vale o preço.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vencer o mundo com a vida

Quando Jesus disse: 'No mundo tereis aflições, mas, tende confiança: Eu venci o mundo', ainda não tinha vencido a morte, nem havia feito o pagamento das dívidas pelo pecado, na cruz. Jesus venceu o mundo com sua vida, dia-a-dia. O mundo, aqui, quer dizer o sistema que governa a Terra, no interesse do império das trevas. Este sistema antiCristo não precisa governar a vida dos filhos de Deus. Que dizer das tentações que oferecem oportunidades, princípios e valores distorcidos, ofertas das trevas que, por vergonhosas, estão sempre escondidas, mas estão ali? Não, nada disso precisa governar a vida do filho de Deus! Nem mesmo as aflições que geram peso de Glória precisam ser o que dá a tônica à sua existência.

Jesus venceu o mundo com sua vida, dia-a-dia. Jesus venceu o mundo com suas escolhas, a cada momento. Jesus venceu o mundo, pensando, sentindo e agindo de acordo com os princípios e valores do Reino de Deus, sempre. Por causa de Sua vitória, Ele pode nos garantir que as aflições que nos seriam impostas pelo co-existir com o sistema antiCristo, que governa a Terra, não deveriam nos abalar.

Frequentemente, ouvimos mensagens que nos contam como Jesus venceu com Sua morte. Sou grata ao Pai, porque Jesus venceu a morte, morrendo! É fantástico o tamanho do amor do Pai pelo Seu Propósito, por tudo o que criou, por nós! Deus, feito Homem, venceu a morte ao morrer e ressuscitar. Fantástico! Não sei, no entanto, se ouvi alguém, além de mim, insistindo em dizer que Jesus venceu com Sua vida, morte e ressurreição. Acredito nisso. Foi com a vida, também!

Foi com a vida que Jesus venceu os momentos em que foi tentado a escolher a própria vontade e não a vontade do Pai. Foi com a vida que Jesus venceu o domínio que a ira, a indiferença, a tristeza, a frustração, a mágoa tentaram impor à Sua alma. Foi com a vida que Jesus escolheu jejuar quando queria comer; servir quando queria descansar; perseverar, quando queria desitir; ficar acordado com o Pai, na madrugada, quando tudo o que Seu corpo queria e merecia era uma noite de sono, em paz.

Você sabe, Jesus em tudo foi tentado, mas em nada pecou. Ele podia ter escolhido Se destacar como o melhor religioso judeu daquela época. Podia ter Se deixado moldar pela mentalidade que dominava os seus conterrâneos. Podia ter Se conformado em reinar como rei humano, casar-Se, ser um excelente profissional em qualquer área. Podia ter feito o que quisesse, da forma como quisesse. Mas, se Jesus escolhesse outras vontades, que não a vontade de Deus, se Ele escolhesse viver por outro propósito, que não o Propósito Eterno de Deus, se Ele encontrasse para Sua vida outro significado que não aquele traduzido por Sua missão, Jesus não seria O Cristo...

Pensar nisso mexe com meu espírito e me acorda para a realidade. Hoje, eu preciso manifestar o Cristo, como Jesus fez, e, graças à vitória que Ele conquistou com Sua vida, morte e ressurreição, sei que posso vencer o pecado e, portanto, a morte. Sei que posso vencer o sistema antiCristo que governa a Terra e, manifestando o Cristo em minhas escolhas, estarei reinando em vida e trazendo o Governo de Deus um pouco mais para perto de nós!

Por isso, os que querem que o Reino de Deus se manifeste na Terra, como no céu, precisam se posicionar e escolher SEMPRE baseados nos princípios e valores do Reino de Deus. Nem as aflições, nem as tribulações, nem as perseguições, nem as tentações, nem as próprias limitações poderão impedir aqueles que estão determinados a fazerem sua parte no cumprimento do Propósito Eterno de Deus.

Obrigada, Jesus, por me garantir mais esta conquista!







quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Eu errei... e agora?

Calma! O Senhor é fiel e justo para nos perdoar, sempre que nos arrependemos. E, se começarmos a corresponder, Seu Espírito nos fará crescer.

Quando nos percebemos em um erro, quando entendemos que cometemos um pecado, quando sabemos que transgredimos a vontade de Deus, há passos importantes que precisamos dar:

- precisamos nos arrepender, o que não significa, exatamente, chorar pelo que fizemos. Muitas vezes, choramos mesmo. Choramos, porque a extensão do dano que causamos nos causa dor. Choramos, decepcionados por não termos, ainda, correspondido com o Senhor e manifestado o Cristo em nossas escolhas. Mas, chorando ou não, arrependimento implica em decidir mudar o caminho que tomamos. Segundo o dicionário Priberam, arrepender-se significa mudar de intenção, de ideia. Então, precisamos nos arrepender, decidindo que já não seguiremos aquela mentalidade que nos levou a transgredir, mas deixaremos nossa mente ser renovada pelo entendimento da vontade de Deus. O trabalho do Espírito Santo em nós é fantástico e, enquanto nos transforma, como Corpo, na habitação que Deus escolheu, Ele convence a cada um de nós sobre as áreas e atitudes que precisamos render à transformação que somente Ele pode conduzir. Então, se perceber que pecou, arrependa-se, decidindo-se a não mais ser dominado pelo pecado.

- arrependidos, precisamos pedir perdão. A Deus, que nos perdoará por causa de Jesus; à Igreja, na pessoa de irmãos maduros, como nossos pais espirituais ou irmãos mais velhos, que nos ouvirão, perdoarão e orarão por nós; a quem ofendemos, que pode nos perdoar ou não, dependendo da maturidade de cada um, mas o que importa mesmo é que Você tome a iniciativa de pedir perdão; a nós mesmos, que precisamos nos perdoar e aceitar a verdade de que, ainda, não amadurecemos o bastante para vencermos o pecado, embora saibamos que podemos chegar lá, vencendo como Jesus venceu.

- uma vez que tenhamos pedido perdão, precisamos saber que as  consequências das nossas escolhas erradas virão, mesmo que tenhamos nos arrependido. Restaurados em nossa comunhão com o Pai e a Igreja, é possível que tenhamos uma colheita de consequências minimizadas e é certo que passaremos por elas de uma forma muito melhor, mas, não adianta nos iludirmos, pois não há mágica aqui, mas o  funcionamento orquestrado dos princípios que Deus estabeleceu. Escolhas erradas geram consequências, que serão mais ou menos abrangentes, fortes e demoradas, dependendo do modo como encaramos e tratamos nossos erros.

- conscientes de que as consequências virão, precisamos nos submeter à disciplina, que virá da parte do Senhor e da parte dos nossos pais espirituais. A Bíblia é clara ao mostrar que a disciplina por nossas escolhas erradas pode vir diretamente de Deus ou dEle, através daqueles que são nossos pais espirituais. Não me refiro especificamente às formas de disciplina utilizadas pelas instituições. Refiro-me à correção que o Espírito Santo conduzirá, de modo a que o filho que errou seja transformado em alguém capaz de fazer uma escolha certa, quando estiver diante do mesmo desafio e,certamente, até de outros. Ou seja, a disciplina que, inicialmente, traz tristeza, será, se nos submetermos, fonte de alegria. Aceitando a disciplina, amadureceremos.

- ao decidir que nos submeteremos à disciplina, precisamos estar atentos para não cedermos à tentação de tomarmos em nossas mãos o processo de correção que precisamos receber, acreditando que podemos corrigir ou minimizar os efeitos do que fizemos, como se não tivéssemos feito. O povo de Israel fez isso. Ao ouvirem Moisés contando a reação de Deus quando escolheram ouvir os dez espias e murmurar contra o Senhor, perceberam que haviam errado, entristeceram-se e, mesmo tendo ouvido que Deus os faria andar no deserto por quarenta anos, até que todos os que foram contados no CENSO com mais de 20 anos viessem a falecer, mesmo assim, não aceitaram se submeter àquela disciplina, mas decidiram entrar na Terra Prometida, que há pouco, haviam rejeitado. Pode parecer que esta atitude solucionaria tudo, já que, enfim, entrariam, mas era tarde: Deus havia dito como os disciplinaria e já as consequências da escolha errada estavam se apresentando. Não era momento de tentar consertar o erro com ... outro erro. Deus havia dito: Durante quarenta anos, Vocês soferão a consequência dos seus pecados e experimentarão a minha rejeição; cada ano corresponderá a cada um dos quarenta dias em que vocês observaram a terra. Números 14:34 (NVI) Na versão JFA Revista e Atualizada, ao invés de 'experimentarão a minha rejeição', a expressão é traduzida por 'e terão experiência do meu desagrado'. É isso que a disciplina faz. Frequentemente, quando erramos e somos corrigidos ou, simplesmente, repreendidos, tendemos a ficar magoados e a esperar que a pessoa que nos repreendeu ou corrigiu venha nos pedir perdão. Deus salientou, naquela ocasião, que a disciplina do povo seria andar pelo deserto, sem entrar na Terra Prometida, e seria tão longa quanto tão profunda foi a ofensa que cometeram contra Ele. Medir a profundidade desta ofensa coube somente a Deus. Por isso, a forma de lidar com o povo que errou, a forma de discipliná-lo, somente podia ter sido estabelecida por Ele. O que o povo devia ter feito? Devia ter se submetido à disciplina, com o coração quebrantado e grato, porque o Senhor não os matara, mas os estava corrigindo, para que, como povo, amadurecessem. Mas, o que fizeram eles? Decidiram corrigir eles mesmos sua escolha errada, não se submetendo à disciplina imposta por Deus, mas tentando fazer a escolha que, noutro tempo, teria sido a certa. É claro que foram abatidos pelos inimigos, porque Deus não foi com eles, como Moisés advertiu. Sua última rebeldia comprovou que necessitavam, mesmo, de uma disciplina muito profunda.

Fique ciente disso: se Você escolheu errado, Você mesmo não tem condições de saber como deve ser corrigido(a). Se Você tem pais espirituais, confie que o Senhor falará com eles sobre a disciplina necessária e, quando eles a transmitirem a Você, saiba que estarão sofrendo e intercedendo por precisar disciplinar um(a) filho(a) que amam.  Ouça-os e submeta-se, não fique magoado(a), mas fique grato(a), porque a Graça de Deus lhe está oferecendo a oportunidade de aprender com seu erro e amadurecer. Se Você não tem pais espirituais, saiba que paternidade e filiação fazem parte de como Deus quer que cumpramos Seu propósito eterno, nesta geração.