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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Momentos como este

Tragédia no Brasil.

Dor e sofrimento em Santa Maria/RS.

Perplexidade em toda parte.

Grande perda para a humanidade.

Como prestar solidariedade de longe num momento assim...? A tragédia é um fato, difícil de digerir, impossível de esquecer.

Como não relevar o ocorrido e, ao mesmo tempo, não se gastar em acusações? A sucessão de erros se vai comprovando pela(s) análise(s), o óbvio não se consegue esconder.

Como não deixar que as vidas interrompidas não se tornem apenas números nas estatísticas das maiores tragédias brasileiras? Os números denunciam, quantidade de vítimas, quantidade de posturas e procedimentos que poderiam ter evitado a tragédia...

Vi, ainda há pouco, dezenas de fotos dos jovens universitários e profissionais que nunca chegarão a cumprir todo seu chamado na transformação da Terra naquilo que Deus sonhou. Nunca os conheci, mas, dentro de mim, sinto-os, agora, como perda irreparável, não para mim unicamente, mas para esta geração, para a humanidade, para a Terra.

Li, com repúdio, frases religiosas de julgamento, que de nada servem. Não servem agora, nem nunca servirão. Jesus, certamente, apontaria para a tragédia na Torre de Siloé. As vítimas da tragédia não são mais culpadas que qualquer um de nós. Não julgo suas escolhas, pois de nada serviria meu julgamento. Todos precisamos nos arrepender e mudar nossos passos, rumo à Origem, para vivermos como Deus sonhou. Todos.

Contemplei expressões de consolo, da parte de Homens que procuram ter o mesmo coração que Deus tem. Que bom que eles existem. Talvez, esta seja mesmo a única forma possível de prestar solidariedade, de longe: tentarmos nos colocar no lugar dos pais que perderam seus filhos, dos familiares que perderam seus queridos, dos professores que perderam seus alunos, da cidade que perdeu um pouco da sua força, da Terra que perdeu um pouco da sua esperança.

Esperança que não deve morrer. A Justiça ainda habitará a Terra. Dor e sofrimento deixarão de fazer parte do que passaremos a viver. O Reino de Deus se expandirá e Seu Governo será estabelecido. Esperança que deve nos mover.

Precisamos nos mover em oração, para que o Pai traga consolo aos que estão desesperançados, desesperados, desencantados, paralisados pela dor que a tragédia trouxe para morar na vida deles. Precisamos nos mover em solidariedade, ainda que distante, respaldando os que estão ajudando de perto com nossas orações e nossa empatia. Precisamos nos mover em fé, passando a cumprir ainda mais a nossa missão de sermos sal e luz nesta Terra, trazendo a Justiça do Reino de Deus, do céu para cá.

Precisamos nos mover em Amor.

Amar a Deus, amar o Reino de Deus e Sua Justiça, amar o próximo como Jesus nos amou, amar o Propósito Eterno de Deus, amar a Terra e a criação, amar a humanidade... Porque Deus amou a Terra e a criação e amou a humanidade tanto, tanto, que deu Seu Filho, Seu Melhor Prazer, para que possamos voltar à Origem e desfrutar do sonho que Ele teve desde antes da fundação do mundo.

Deus sabe como dói esta dor da perda de um filho...

Precisamos nos mover com determinação contra o mundo, mas leia mundo aqui como sistema que governa a Terra por enquanto, sistema que quer impedir a formação do Cristo no Corpo, sistema que não quer que a Terra seja restaurada e receba o Governo de Deus, da mesma forma como é no céu. Este significado de mundo não é o mesmo daquele que Deus amou. Deus amou o mundo que criou para cumprir Seu Propósito Eterno de expandir o Seu Reino e estabelecer Seu Governo na Terra, como é no céu, e este mundo inclui a Terra e a humanidade.

O mundo que jaz no maligno é o sistema que governa a Terra e serve ao império das trevas, ainda que a maioria dos Homens não perceba isso. É contra as estruturas que visam, em última análise, impedir a manifestação do Cristo na humanidade, desfigurando a imagem de Deus em nós, que precisamos nos determinar e, de forma intencionada, viver em oposição à sua ação tão eficaz até aqui.  Cada um no seu traçado, que Deus desenhou em sua mente e publicou nesta geração, para que realizemos o Seu sonho antigo de ter muitos filhos parecidos com Jesus, reunidos no Cristo, que vivam, sirvam e desfrutem da realidade do Seu Reino estabelecido, primeiro dentro deles e, através deles, em toda a Terra, da mesma forma como está estabelecido no céu, gerando um novo momento em nossa história...

... onde dor e sofrimento não farão parte da experiência dos que ali vivem; onde Justiça e retidão serão a base do Governo; onde integridade, justiça, verdade, bondade, temor do Senhor, palavra firme e honestidade farão parte do caráter dos filhos maduros, sonhados, predestinados e adotados em Jesus; onde a vida de Deus estará viva e atuante em cada filho; onde Deus morará conosco e enxugará toda lágrima de nossos rostos; onde Justiça, Paz e Alegria, enfim, deixarão de ser apenas um trecho da Escritura Sagrada e serão reais...

Precisamos produzir leis justas, precisamos ser as sementes do Evangelho do Reino, para que as pessoas de todas as Nações admirem o Senhor em nós e compreendam os significados de suas vidas.

Porque vidas humanas significam muito. Para Deus, que pagou o Preço altíssimo do Sangue do Seu Filho para que sejam o que Ele sonhou; para a Igreja, que deveria viver exclusivamente para apontar em si mesma o Caminho para voltarem à Origem, que é Cristo em nós; para a Terra, que precisa ser liberta pelos filhos maduros, homens e mulheres que entenderam quem são e para quê foram criados.

Vidas humanas significam muito. As vidas dos que morreram nesta tragédia tinham grande significado. As vidas dos seus familiares e amigos, dos sobreviventes e de todas as pessoas envolvidas ou sensibilizadas pela tragédia, elas, também, significam muito.

Nossa oração é pra que a memória das vidas que se perderam nos motive a sermos melhores e mudarmos o mundo com nossas escolhas de vida. Que as vidas que ficaram sejam abraçadas, consoladas, fortalecidas e postas novamente a caminho, pelo Amor de Deus. Que avancemos na árdua batalha de modificar as estruturas injustas. Que a Justiça que há no Reino de Deus viva em nós, em tudo o que fizermos e formos, para que dor e sofrimento, muito logo, sejam apenas parte distante da história da humanidade e da Terra. Amém.

(===> A vida continua...)

Jackeline Sarah

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pedir perdão pra quê?

Talvez, Você já tenha pensado assim: Por que preciso pedir perdão antes mesmo que alguém venha me dizer que está ofendido comigo? Por que me humilhar e pedir perdão quando alguém vem me dizer que se ofendeu com algo que eu nem percebi que havia feito? E, pior ainda, como fica quando peço perdão e a pessoa que eu julgava ofendida nem estava e nem entende porque preciso pedir perdão?! E quando peço perdão e a pessoa só diz que perdoou, mas não demonstra o perdão na prática?

São, realmente, muitas perguntas e elas surgem em nossas mentes especialmente quando tentamos provar a validade de um princípio ou mandamento do Reino de Deus ou quando procuramos efeitos práticos e imediatos da sua aplicação. O que nem sempre ocorre... 

É completamente possível que as pessoas a quem precisamos pedir perdão não entendam o sentido do perdão e, por vezes, podem até mesmo não nos perdoar. É escolha delas. A mim e a Você e a todos os filhos do Reino cabe nos assegurarmos de que estamos em paz com todos, o quanto de nós depender (Rm 12:18). E isso por causa do Reino de Deus que está dentro de nós e precisa se manifestar através de nós.

Em algumas vezes, parecerá não ter feito diferença não termos pedido perdão, especialmente quando pedirmos perdão a pessoas não entendam o sentido do perdão ou quando as pessoas não demonstrarem, no dia-a-dia, que realmente fomos perdoados. Precisamos nos lembrar que pedimos perdão por causa do Reino de Deus que está dentro de nós e precisa se manifestar através de nós.

Se não for por causa do Reino de Deus, certamente desistiremos de pedir perdão, 
pois isso exige que nos humilhemos e vai de encontro à nossa natureza, 
enquanto ainda não somos tão parecidos com Jesus...

Há muitas coisas em nossa vida de fé que parecerão não fazer diferença na prática. Mas, creia: todas as vezes que correspondermos com um princípio ou mandamento do Reino de Deus, afetaremos o mundo espiritual a nosso favor e a favor da expansão do Reino de Deus. Com nossas vidas de filhos de Deus, podemos servir ao Reino de Deus ou ao império das trevas... Depende de nossas escolhas.

Mas, por que pedir perdão? 

Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil. Mateus 5:23-26

O que isso quer dizer? Que, para que Você possa estar livre na Presença do Senhor, levando a Ele suas ofertas, de louvor, de gratidão, de recursos, de oração, de vida, seja o que for, Você precisa estar certo de que não há ninguém a quem possa ter ofendido e que o esteja mantendo numa prisão de mágoa e falta de perdão. A única maneira de satisfazer esta exigência do Reino é Você tomando a iniciativa de pedir perdão sempre que imaginar que ofendeu alguém e, também, quando alguém vier falar com Você sobre ter ficado ofendido por algo que Você fez e nem notou.

Pode ser que, embora Você acreditasse que devia pedir perdão, a pessoa que poderia estar ofendida não estivesse ou não achasse necessário o pedido de perdão. Tudo bem, já que Você não pede perdão apenas por causa da pessoa a quem ofendeu, mas, especialmente, por causa do Reino de Deus e por causa do seu relacionamento com o Pai. E, o ofendido entendendo ou não, considerando relevante seu pedido de perdão ou não, Você fez o que deveria fazer e está livre para se relacionar com o Pai e ofertar a Ele o que quiser. E  lembre-se: hoje, o altar onde Você se encontra com Deus é sua própria vida, por isso, é muito importante corresponder para ter sempre o altar em prontidão.

Pode ser, também, que a pessoa a quem Você ofendeu esteja remoendo a ofensa e mantendo sua vida e a dela em uma prisão de mágoa e rancor. É sobre pessoas nesta situação o exemplo usado por Jesus. Se o clamor desta pessoa, sua dor, sua tristeza chegarem a Deus, Ele, certamente, considerará que Você é culpado, não apenas por ofender a pessoa, mas por não ter pedido perdão, não haver tentado se reconciliar, por não ter feito o que Jesus ensinou... Sem contar que o próprio império das trevas encontrará nesta situação uma brecha para agir em sua vida e aprisioná-la. E, segundo Jesus, Você ficará na prisão dentro da pessoa e no mundo espiritual, até que se reconcilie e, por vezes, até que restitua os danos que causou... Mas, o pior de tudo será as suas ofertas não serem aceitas pelo Pai...

Deus quer que nos amemos uns aos outros, assim como Ele nos amou. Pedir e liberar perdão faz parte disso!

Se Você tem feito perguntas como estas, sugiro que não fique tentando avaliar se seu pedido de perdão era mesmo necessário, foi mesmo aceito ou compreendido. Seja simples como uma criança que obedece. E obedeça! Creia que sua correspondência dá prazer ao Pai. E, se já decidiu corresponder, vá, agora mesmo, falar com Ele. Diga a Ele que pediu perdão por causa dEle e que está feliz em tê-lO obedecido. Se for verdade, diga que ama o Reino acima de tudo e que faria coisas muito mais difíceis que estas para que o Governo do Reino de Deus esteja estabelecido totalmente dentro de Você... E decida-se, sempre, a caminhar pelo que crê, nunca pelo que vê.

Escolha certo: corresponda com os princípios e mandamentos do Reino de Deus e fique em paz! 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Reunidos em 13/01/13

São momentos importantes e verdadeiros, em que nos encontramos para encontrar mais ao Senhor...